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Recomendo: Corações de Ferro

Recomendo: Corações de Ferro


O filme nos passa, até que ponto o ser humano suporta a natureza da guerra em postar homens de lados opostos numa disputa homicida? Os questionamentos sobre bom e mal parece ser inútil, olhando-se racionalmente uma situação de combate, a ideia de heróis e vilões não passa de uma ilusão dos contos de fadas ou em romances épicos escritos para glorificar um lado e denegrir o outro. Na guerra as paixões são exacerbadas ao máximo, a fronteira e os limites da racionalidade e piedade muitas vezes vão para o limbo e atos de crueldade são cometidos e vistos como corriqueiros, coisas da rotina do campo de batalha de quem se esta acostumado com a morte e convive com ela.

Vai pensando-se afinal das contas que o medo e o temor da morte já não é mais um assunto assombroso para quem vivencia a guerra. Ele faz parte do cotidiano, tão natural quanto comer ou beber água. O horror da guerra gera o medo e a necessidade de autopreservação, logo toda ação tomada pela ser humano nestas condições é o instinto de sobrevivência atuando. Mas neste processo, vai se mutilando por completo tudo que prezamos e carregamos consigo em pensamentos ou ideias sobre ética, moral e de humanidade para com o próximo. Na guerra, barbárie e civilidade são apenas palavras.



Critica feita por: Cinema Cem Anos Luz

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